TEXTO: Eu te achei...





Eu te achei no meio daqueles erros que a gente pensa que jamais na vida faria de novo. Quem diria que a gente acha um certo quando erra feio, hein, Robin? Te achei por pura sorte, tanta que depois desse dia comecei a achar os erros mais necessários. Você foi o pulo certo, daqueles que a gente só encontra uma vez na vida. Depois quebra a cara quando tenta achar um igual. É que você nunca conseguiu bem rotular o que a gente tinha, e eu nunca consegui descrever o que tinha em você. E as vezes eu acho que você até curte essa parada de me deixar todo desconcertado tentando resolver essa estranha e enigmática criatura que você é. Nem Descartes resolve, Arquimedes já mandou eu parar de encher o saco. Mas de alguma forme eu me vi perdido nisso e preso de uma forma que nem todas as forças de atração desse mundo conseguiriam entender. Robin, o seu problema é que você age da forma errada quando foge do seu destino, já que o caminho dele sempre aponta pra mim. E volta batendo no meu portão quando tudo da errado. Me odiei 200 mil vezes, abri a porta pra você 201 mil. Deve ser porque só eu sei bem a sensação que tinha, toda vez que achava algum fio de cabelo seu perdido no meu travesseiro. Talvez seja porque, mesmo que o tempo passe, a minha vida siga e a sua não vá nada mal… Você vai continuar sendo o meu maior acerto, e eu, o seu pior azar. Mas não me culpa por ter virado o cara mais errado que os seus olhos já viram (inclusive, seu par de olhos castanhos quase mel são os mais bonitos que já vi, principalmente quando você inventa de sorrir) se eu fiquei um pouco pior, é por pensar que você se encontra nos meus erros. Então eu erro feio, pra ver se você mira em mim de novo e me acerta. E não digo só de acertar o alvo, digo de acertar o cara. Como só você, sendo o que é, conseguiu fazer. E se você puder, vem o mais rápido possível. As outras já cansaram de brincar de tiro ao alvo comigo, e sempre acertarem no chão.
— robin and stubb

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